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| — | Marinna Borba |

Eu sofro de impulsos mega impulsivos. Eu sofro de “Impulsite Aguda”. Corro sempre o risco de me afetar no futuro. Mas eu vou, vou de novo. E quem é que disse que a vida é fácil pra quem é louco? Por isso é que eu vou, mesmo que na contramão. Eu só não quero é viver nesse mundão, sem histórias pra contar. (Marinna Borba)
Inconformidade.
Eu aqui.
Tu perto.
Nós desconhecidos.
Tu, meu desejo.
Eu, teu desconhecido.
A gente.
Um encontro.
Falta quanto?
Marinna B.

Saudade é instigante. Saudade causa.
Saudade é forte tanto quanto a força que fazemos para não existir. A gente sente saudade porque algo valeu a pena. Porque na ausência do antigo, nos trouxe o valor eterno. A gente sente saudade do que nos fez crescer. Do que nos evoluiu, do que nos fez cair. Saudade por ser urgente, dói. Sufoca, incomoda, nos deixa vivo.
Confusão.
Mas pra quê, Saudade? Saudade é o sujeito mais indiscreto que existe. Vem, fica. Poucas vezes cortamos pela raiz. Não, saudade não é um mal. A gente sente saudade de alguém que nos conquistou, e ligeiramente foi-se embora. Saudade do encontro a cada dia. Saudade da cor da primavera, do friozinho do inverno. Do amor de quem se ama.
Saudade por poucas vezes foi bem recebida, por mais valiosa que seja.
Saudade é acompanhada da esperança em cada esquina. Vai que ali, bem no cantinho, a gente não esbarra em tudo de novo?
Saudade nos alimenta, desde o instante de um reencontro.
Marinna Borba
Obaaaa! Obrigada, Kely.. sei que foi tu. uahuahua
Oi, vamos conversar? Tenho que te contar algumas coisas que aconteceram no lado de lá, enquanto eu estive distante. Sabe, quando eu era pequena costumava a não acreditar no tempo. Achava ridícula essa história de que um dia a gente cresce. Meu corpo crescia, mas eu continuava a mesma pequena maluquinha. Eu descobri amor, alegrias, confianças, desconfianças, lealdade. Eu conheci tanta gente.. mas olha, eu nunca tive a intenção de crescer. Eu ser pequena não significava que eu não tivesse maturidade, isso era tudo questão de eu querer ou não. E eu quis, adquiri. Mas eu matutava na cabeça esse lance da gente se apaixonar. Quase se é criança, as coisas ruins são flores, o amor da gente é a família, a preocupação era ter o cereal preferido. A gente não perdia tempo pensando em alguém. A gente amava aquele brinquedo novo da TV, e não as pessoas que faziam as outras de brinquedo. Tínhamos toda a inocência. E eu achava triste ver algumas pessoas crescendo. Eu criava ciúmes em ver a minha irmã não querendo brincar comigo, meus pais sem tempo.. mas eu amava a aula lúdica. Eu amava passar as tardes na casinha, brincar de “escolinha”. Mas a gente cresce, o tempo necessita da mudança. Nosso músculos, ossos, sentimentos.. tudo precisa da evolução. Dai eu cresci, como tu.. eles, nós. E continuei sendo assim, mas aumentei as experiências na vida. Eu comecei a me preocupar com as roupas, com o menino bonitinho da escola. Eu comecei a usar brincos. E dai cresci mais um pouco, entrei naquela fase que bater a porta do quarto era modinha. A gente se estressa com a preocupação dos pais. E entendi a necessidade de termos alguém no pensamento. Poxa, pra que tudo isso se podemos ser criança? Eu nasci sem controle do coração. Tá, eu? Eu só não. Tu também. Que desnecessidade. É a vida.. e por tantas vezes passamos pelos mesmos casos. Não se aprende tão fácil com o erro. E aí tem uma coisa que preservei desde criança: eu confio todo dia. Eu deposito não só amor, eu planto confiança, esperando o retorno. Mas, meu amigo, a gente não pode culpar os outros. O que passa no coração de cada um, pertence a Deus, que é o único que poderia explicar a tamanha confusão. Eu não sei. Me apaixonei muito. Amei nunca. Me entusiasmei demais. Eu depositei confiança em ti e em todos. E por vezes eu disse que seria a última vez. PSS, que nada. Nunca houve o fim. E eu sei que todo mundo acredita que nunca vai dar certo. Até agora não deu certo pra mim.. e acho que se não der, eu vou ficar muito chateada. Mas há tanto tempo, tanto caminho, tanta coisa pra eu descobrir nesse mundão.. que eu nem sei mais o que querer. Sei da tamanha importância de ter alguém pra dividir um sorriso, um abraço de reencontro sem palavras, um beijo desastrado. Ou só um toque. Faz falta. Mas a gente encontra. Aqui, na China, no teu caminho de volta pra casa. O que importa não é o tempo, nem o teu “idealizar”.. o que importa é que até lá tu vai ter que viver, e olha, ninguém é o oxigênio de ninguém. Vá viver. A gente tem coisa boa demais no mundo, aproveitarei enquanto há tempo. Mas, se acaso um dia tu me ver sentada, calada.. em qualquer lugar, te aprochega. Pode ser tempo de começar.
| — | Marinna Borba |
Vou ter que tirar essa opção de anonimo, heim. Muito obrigada, é sinal que escrevo com meu coração, para elas te tocarem tanto. Queria muito saber quem tu é, te mostra na próxima, não faz mal :]]] bjbj
Tem uma coisa: toda decepção tem seu prazo de validade. E, assim como não cuidamos a data do pão, pra que ligar pra essa complicação? O tempo que demora, é porque era realmente necessário, depois que passa.. tu volta com o melhor sorriso, e pronta pra qualquer outra coisa. E todos que te decepcionam, mesmo sem quererem eles te acrescentam sabedoria. Saiba palpar sabedoria, meu amigo. Saiba. (Marinna Borba)

